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segunda-feira, 19 de outubro de 2026 -

Trabalhador(a), é hora de escolher de que lado da história você quer estar

Companheiras e companheiros,

O primeiro turno acabou. Agora começa uma batalha decisiva para o segundo turno da eleição.
O segundo turno da eleição presidencial não é apenas uma disputa entre dois candidatos. Para o SINTRAMOG, estão em confronto dois projetos profundamente diferentes para o Brasil e para a classe trabalhadora.
E não podemos esconder isso dos trabalhadores.

De um lado, está a possibilidade de continuar avançando na valorização do salário mínimo, na geração de empregos, na proteção social e, sobretudo, em uma reivindicação histórica do movimento sindical: reduzir a jornada para 40 horas semanais, a manutenção do fim daescala 6×1 e garantia de dois dias de descanso, sem redução salarial.
Do outro, está um projeto político que defende aprofundar a flexibilização das relações de trabalho. Flávio Bolsonaro já se posicionou contra o fim da escala 6×1 nos termos defendidos pelo movimento sindical e propõe um modelo em que a jornada possa ser flexibilizada e a remuneração seja proporcional às horas trabalhadas. Seu programa também defende ampliar o chamado “negociado sobre o legislado”.

Para o movimento sindical, isso acende um enorme sinal de alerta.

Nós sabemos muito bem o que significa colocar trabalhador e patrão diante de uma mesa como se existisse igualdade de forças entre os dois.
Quem precisa do salário para colocar comida dentro de casa não negocia nas mesmas condições de quem controla o emprego.
É justamente por isso que existem a CLT, os sindicatos, as Convenções Coletivas e a legislação trabalhista: para impedir que a necessidade do trabalhador seja transformada em instrumento para retirar direitos.

Férias, 13º salário, FGTS, aposentadoria, descanso semanal, jornada limitada, adicional de horas extras, licença-maternidade, proteção contra abusos e o direito à negociação coletiva não foram presentes de governos nem de patrões.
Foram conquistas arrancadas pela luta de gerações de trabalhadores.
E nenhum trabalhador deve acreditar que essas conquistas são eternas simplesmente porque hoje estão escritas na lei.

Direito que não é defendido pode ser reduzido. Direito que não é protegido pode ser retirado. Direito que não avança corre o risco de retroceder.
Por isso, para o SINTRAMOG, o segundo turno exige consciência de classe.

Quando alguém diz que é preciso “flexibilizar” direitos, o trabalhador precisa perguntar: flexibilizar para quem?
Quando dizem que trabalhador e patrão devem negociar individualmente sua jornada, precisamos perguntar: quem terá mais força nessa negociação?
Quando propõem pagamento proporcional às horas trabalhadas em lugar da redução da jornada sem redução salarial, precisamos perguntar: quem ficará com a conta?

Essas perguntas não são ideologia abstrata. Elas chegam ao salário, à jornada, à aposentadoria e à mesa da família trabalhadora.

A classe trabalhadora brasileira está diante de uma conquista histórica, aquilo pelo qual o movimento sindical luta há décadas: trabalhar menos sem ganhar menos. A Câmara aprovou a jornada máxima de 40 horas, dois dias de descanso semanal e o fim da escala 6×1 sem redução salarial; a discussão também ja foi aprobada e promulgada pelo Senado.
Não podemos permitir que essa conquista seja substituída por mais precarização.
Não podemos aceitar que chamem retirada de proteção de “liberdade”.

Liberdade para o trabalhador é ter salário digno. É ter emprego com direitos. É poder descansar. É acompanhar o crescimento dos filhos. É chegar à aposentadoria com dignidade. É ter sindicato forte para enfrentar o poder econômico.
É por isso que este momento exige mobilização.

Converse com seus companheiros nos canteiros de obras, de fábricas. Converse com sua família.
Informe-se. Compare os projetos. Discuta salário, jornada, aposentadoria, emprego e direitos.
A classe trabalhadora não pode assistir ao segundo turno de braços cruzados enquanto seu futuro está sendo decidido.

O SINTRAMOG tem lado: o lado dos trabalhadores, dos direitos sociais, da democracia, da soberania nacional e de um Brasil que avance, em vez de voltar atrás.
Não aceitaremos retrocessos.
Não aceitaremos direitos a menos.
Não aceitaremos que o trabalhador seja novamente chamado a pagar a conta.
Nossa luta é por mais direitos, melhores salários, jornada menor e vida digna.
Porque tudo aquilo que conquistamos foi resultado de luta.
E aquilo que conquistamos com luta, defenderemos com luta.

Que ninguém duvide da força da classe trabalhadora organizada!

Josemar Bernardes
Presidente do SINTRAMOG

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