Lula deu entrevista ao vivo no canal de YouTube Meteoro Brasil e tratou das urnas…

Lula abre 6 pontos sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno

No 1º turno, Lula também lidera com vantagem de oito pontos sobre o principal adversário
A nova pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (5), indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O levantamento mostra Lula com 48,5% das intenções de voto, contra 43% do parlamentar, uma diferença de 5,5 pontos percentuais, arredondada para seis pontos, acima da margem de erro de 2,5 pontos. Saiba mais na TVT News.
O resultado reforça a liderança do presidente em todos os cenários de segundo turno simulados pelo instituto e confirma a manutenção da polarização entre o campo liderado por Lula e o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
No levantamento anterior, divulgado em julho, Lula registrava 45% das intenções de voto contra 40% de Flávio Bolsonaro. A nova rodada mostra crescimento de ambos os candidatos, mas mantém praticamente a mesma distância entre eles.
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A pesquisa ouviu 1.500 eleitores em todo o território nacional entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, por entrevistas telefônicas. O levantamento possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04579/2026.
Lula também lidera no primeiro turno
No principal cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 43% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 35%, abrindo uma vantagem de oito pontos percentuais.
O cenário confirma a concentração da disputa entre os dois principais candidatos. Somados, Lula e Flávio reúnem 78% das intenções de voto, enquanto os demais nomes aparecem bem distantes.
Na sequência surgem:
- Ronaldo Caiado (PSD): 5,7%;
- Renan Santos (Missão): 4,7%;
- Romeu Zema (Novo): 2,6%;
- Augusto Cury (Avante): 1,7%;
- Cabo Daciolo: 0,6%;
- Samara Martins: 0,3%;
- Edmilson Costa: 0,2%;
- Hertz Dias: 0,1%;
- Rui Costa Pimenta: 0,1%.
Brancos e nulos representam 2%, enquanto 4% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.
Na pesquisa espontânea, quando não é apresentada uma lista de candidatos, Lula também aparece na liderança, com 34,4%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 23%. Os demais nomes permanecem abaixo dos 3%.
Presidente vence todos os cenários de segundo turno
Além da vantagem sobre Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta que Lula derrotaria todos os adversários testados pelo instituto.
Contra Ronaldo Caiado, o presidente registra 48,5%, enquanto o ex-governador de Goiás aparece com 40%.
Em uma eventual disputa contra Romeu Zema, Lula alcança 48,5%, contra 37% do ex-governador mineiro.
Já diante de Renan Santos, o presidente vence por 48% a 34,7%.
Os resultados sugerem que, neste momento, Lula preserva vantagem eleitoral independentemente do adversário testado pelo instituto.
Polarização permanece predominante
A pesquisa reforça um cenário de forte polarização política. Os dois primeiros colocados concentram quase quatro quintos das intenções de voto no primeiro turno, enquanto os candidatos da chamada terceira via permanecem distantes.
Outro dado relevante é o grau de consolidação do eleitorado. Segundo o levantamento, 66% dos entrevistados afirmam que seu voto já está decidido, enquanto 34% dizem que ainda podem mudar de candidato durante a campanha.
Apesar desse percentual elevado de eleitores decididos, a pesquisa espontânea mostra que 27,7% ainda não sabem em quem votar, indicando que existe espaço para movimentações ao longo do processo eleitoral.
Rejeição permanece elevada entre os líderes
Assim como lideram as intenções de voto, Lula e Flávio Bolsonaro também apresentam os maiores índices de rejeição.
Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados afirmam que não votariam de maneira alguma em Flávio Bolsonaro, enquanto 47,4% fazem a mesma avaliação sobre Lula. Como a diferença entre ambos está dentro da margem de erro, os índices configuram empate técnico.
O levantamento também mostra que os dois possuem potencial semelhante de voto, com cerca de 48% dos entrevistados afirmando que poderiam votar em cada um deles, evidenciando um ambiente eleitoral altamente polarizado.
Avaliação do governo permanece equilibrada
A pesquisa também mediu a percepção dos brasileiros sobre a administração federal.
A avaliação positiva do governo Lula registra 36,6%, considerando os entrevistados que classificam a gestão como ótima ou boa.
Já 37% avaliam o governo como ruim ou péssimo, configurando empate técnico entre avaliações positivas e negativas.
Outros 24% consideram a gestão regular, enquanto 2,4% não souberam responder.
Na aprovação pessoal do presidente, o cenário também permanece equilibrado: 48,5% aprovam a forma como Lula conduz o governo, enquanto 49% desaprovam. Os demais 2,5% não responderam.
Corrupção lidera prioridades do eleitor
Entre os temas considerados mais importantes para o próximo governo, o combate à corrupção aparece na primeira posição.
Segundo a pesquisa, 33,1% dos entrevistados afirmam que a principal prioridade do próximo presidente deve ser “acabar com a corrupção e fazer a lei valer para todos”.
O levantamento também investigou a percepção sobre as urnas eletrônicas. 35,3% disseram confiar muito no sistema eleitoral, enquanto 22,2% afirmaram confiar pouco e 24,3% declararam não confiar. Outros 18,1% não souberam responder.
Outro dado medido pelo instituto foi o impacto de um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a algum candidato brasileiro. Apenas 20% disseram que esse apoio aumentaria a disposição de votar no candidato apoiado pelo norte-americano, enquanto 44,9% afirmaram que isso não influenciaria positivamente sua escolha, sendo 30,3% totalmente contrários a essa possibilidade.
Por fim, a pesquisa mostra que 62,7% dos entrevistados defendem que todos os candidatos convidados participem do primeiro debate presidencial, previsto para o dia 23 de agosto, indicando expectativa do eleitorado por maior confronto de propostas entre os postulantes ao Palácio do Planalto.


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