No encerramento da atividade do Abril Verde, o presidente do SINTRAMOG, Josemar Bernardes André, fez um chamado direto à união entre sindicatos, técnicos de segurança e órgãos públicos. Ele criticou o fato de muitas empresas tratarem a segurança apenas como obrigação legal e apontou que, na prática, ainda há pouca ação efetiva para melhorar os ambientes de trabalho. Segundo ele, falta integração e compromisso real, mesmo diante de riscos e acidentes recorrentes. O dirigente defendeu mais diálogo, encontros frequentes e atuação conjunta entre todas as partes, reforçando que a luta por condições dignas de trabalho precisa ser permanente, e não restrita a datas específicas.

JOSEMAR DENUNCIA CONGRESSO E REFORÇA LUTA POR REDUÇÃO DA JORNADA EM ATO DO 1º DE MAIO EM MOGI
Durante o ato do 1º de Maio em Mogi das Cruzes, o presidente do Sintramog, Josemar Bernardes André, fez uma fala firme e carregada de conteúdo histórico e político, reforçando o verdadeiro significado do Dia do Trabalhador.
Ao saudar os presentes e demais lideranças sindicais, Josemar destacou a importância de descentralizar os atos, levando as mobilizações para regiões como Brás Cubas, onde está a base real da classe trabalhadora. Para ele, é fundamental que esses espaços de debate e organização cheguem até quem vive diariamente a realidade do trabalho.
Em sua fala, relembrou que o 1º de Maio não é uma data comemorativa qualquer, mas sim fruto de luta, resistência e até da morte de trabalhadores, desde as mobilizações do século XIX pela redução da jornada de trabalho. Ao fazer esse resgate histórico, traçou um paralelo direto com o momento atual, em que volta à pauta a redução da jornada e o fim da escala 6×1, classificada por ele como uma lógica desumana que compromete a qualidade de vida dos trabalhadores.
Josemar também fez duras críticas ao Congresso Nacional, apontando que a maioria dos parlamentares atua em defesa dos interesses da elite econômica, se opondo a avanços trabalhistas enquanto, por outro lado, aprova medidas que beneficiam setores ligados à extrema-direita, inclusive em temas graves envolvendo ataques à democracia.
A fala foi marcada por um tom de denúncia e convocação à luta, reforçando que os direitos nunca foram concedidos, mas conquistados, e que somente com mobilização será possível avançar em pautas como a redução da jornada e a construção de um país mais justo.
“Nada veio de graça. E nada vai vir sem luta.”


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