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terça-feira, 27 de outubro de 2026 -

Morre em Santos estudante da Unifesp espancado em ato pró-Lula

Engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 28 anos, morreu após ser espancado no sábado (24); Unifesp cobra investigação e responsabilização dos responsáveis

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) suspendeu as aulas em sinal de luto pela morte de Marcelo de Oliveira Rocha, agredido durante um ato político em apoio ao presidente Lula (PT), em Santos. Marcelo era engenheiro ambiental e estudante de mestrado em Ecologia Marinha na instituição. Leia em TVT News.

Marcelo morreu na tarde de segunda-feira (26), após permanecer internado em estado grave, após ter sido agredido na madrugada de sábado (24). Ele tinha se afastado de amigos durante uma apresentação de samba da Banda Esquerdantina, realizada nas proximidades da sede do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP).

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o estudante foi encontrado desacordado após demorar a retornar. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado inicialmente à Santa Casa de Santos. No domingo (25), foi transferido para o Hospital São Paulo, ligado à Unifesp, na capital paulista, onde permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu aos ferimentos.

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Polícia investiga agressão

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime, a motivação da agressão e a identidade dos envolvidos. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, Marcelo foi atacado por vários homens, que também roubaram seus pertences.

O pai de Marcelo afirmou acreditar que a motivação da agressão foi política e homofóbica. A Banda Esquerdantina, responsável pela apresentação musical, também repudiou a violência e manifestou solidariedade à família.

Unifesp cobra responsabilização

Em nota, a Unifesp lamentou a morte do estudante e defendeu a apuração rigorosa das circunstâncias e motivações do ataque, além da identificação e responsabilização dos envolvidos.

A instituição informou ainda que acompanha o caso por meio de setores do campus Baixada Santista e da Reitoria, prestando apoio à família.

A Unifesp também ressaltou que a violência não pode ser naturalizada nem tolerada, independentemente das motivações que venham a ser confirmadas pela investigação

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