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terça-feira, 27 de outubro de 2026 -

Flávio Bolsonaro é intimado pela PF a entregar passaporte

Senador afirma que está proibido de deixar o Brasil por decisão de Alexandre de Moraes, do STF; abordagem da PF teria ocorrido quando Flávio ia visitar o pai, Jair Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (26) que foi intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes e está proibido de deixar o Brasil. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais, após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Leia em TVT News.

Segundo Flávio, agentes da Polícia Federal estavam na porta da residência do ex-presidente e o abordaram na rua, quando ele saía do local. O senador atribuiu a medida a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Senador questiona motivo da decisão

Flávio afirmou que a determinação teria como fundamento uma declaração feita por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, em 23 de outubro. Na ocasião, Eduardo teria dito que deixaria o país caso Flávio perdesse a eleição presidencial.

O senador criticou a atuação da Polícia Federal, que chamou de “Polícia Federal do Lula”, e questionou a justificativa para a medida. Segundo ele, a decisão estaria relacionada à declaração do irmão.

Flávio Bolsonaro é alvo de investigações

Flávio Bolsonaro é investigado em procedimentos que apuram suspeitas de irregularidades financeiras. Uma das investigações envolve o financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, e possíveis repasses relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

Outra apuração envolve suspeitas de lavagem de dinheiro em operações com empresas financeiras e plataformas de apostas. O senador nega irregularidades.

A movimentação em torno do passaporte ocorre em meio à transição política após a eleição e às investigações que envolvem o parlamentar. O fim de seu mandato no Senado, previsto para janeiro de 2027, também representa a perda da imunidade parlamentar vinculada ao exercício do cargo, embora a competência para julgar eventuais crimes relacionados ao mandato possa permanecer no STF.

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