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quarta-feira, 21 de outubro de 2026 -

Willer Tomaz pagou pra remover notícias que o ligavam a Flávio Bolsonaro

Documentos apreendidos pela Polícia Federal indicam pagamento por serviço de remoção ou desindexação de reportagens sobre o advogado e sua relação com Flávio Bolsonaro; ambos são citados em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo bets

A Polícia Federal (PF) identificou indícios de que o advogado Willer Tomaz pagou por serviços para remover ou desindexar links de reportagens que o associavam ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. Mensagens e documentos apreendidos pelos investigadores indicam a contratação de uma empresa especializada nesse tipo de serviço. Leia em TVT News.

Os materiais encontrados pela PF incluem registros relacionados à empresa Seu Nome Novo de Novo e a conteúdos que mencionavam a proximidade entre Tomaz e Flávio, além de disputas envolvendo uma mansão e encontros com operadores de cassinos em Las Vegas. Uma planilha apreendida lista 12 links de reportagens indicados como removidos. O serviço teria custado R$ 9 mil.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias dos pagamentos e a possível relação entre as movimentações financeiras do advogado e outras operações sob suspeita. Tomaz afirmou que recorreu à Justiça para solicitar a desindexação de conteúdos antigos no Google e negou que a iniciativa tivesse como objetivo esconder sua relação com Flávio Bolsonaro.

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Investigação envolve movimentações milionárias em bets

Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro são citados em uma investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A apuração teve origem em suspeitas de movimentações financeiras irregulares relacionadas ao setor de apostas on-line e busca esclarecer possíveis crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

De acordo com a PF, a análise de documentos e dados relacionados ao advogado revelou uma rede de contatos com agentes públicos e figuras políticas. Os investigadores também apuram movimentações milionárias envolvendo empresas, instituições de pagamento e plataformas de apostas.

Tomaz foi identificado como a pessoa física que mais depositou recursos em empresas de apostas em 2025. Segundo informações da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, ele movimentou mais de R$ 258 milhões na Foggo, empresa proprietária da plataforma Blaze.

A PF suspeita que parte dessas operações possa ter sido simulada, sem corresponder a apostas efetivamente realizadas. A Secretaria de Prêmios e Apostas também apontou falhas nos mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro da plataforma e recomendou a abertura de processo administrativo contra a empresa.

A defesa de Tomaz afirma que os recursos têm origem lícita e sustenta que o volume registrado nas plataformas decorre da reutilização sucessiva dos mesmos valores. O advogado nega irregularidades.

Relação com Flávio Bolsonaro

A proximidade entre Tomaz e Flávio Bolsonaro é um dos pontos que chamaram a atenção dos investigadores. O senador afirma que mantém uma relação de amizade com o advogado e nega outras conexões financeiras apontadas na investigação.

A apuração busca esclarecer a natureza das relações entre os envolvidos e a origem e o destino dos recursos movimentados. As suspeitas investigadas pela PF ainda dependem de esclarecimento no âmbito judicial e não representam, por si só, comprovação de culpa.

O caso amplia o escrutínio sobre as relações entre agentes políticos, operadores do mercado de apostas e movimentações financeiras de grande volume, em meio ao debate sobre a fiscalização das bets e os mecanismos de prevenção a crimes financeiros no Brasil.

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