Laudo entregue ao MP-SP aponta possível cobrança em duplicidade e divergência de R$ 255,7 milhões…

Ex-dono da Reag fecha delação premiada com PGR
A Procuradoria-Geral da República (PGR) assinou um acordo de delação premiada com João Carlos Mansur, fundador da gestora de recursos Reag. A colaboração é a primeira firmada no âmbito das investigações que apuram o esquema de fraudes financeiras do Banco Master. Entenda com a TVT News.
Acordo é enviado ao STF para homologação
Com a assinatura do termo, os documentos da colaboração foram encaminhados ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe ao magistrado decidir pela homologação ou não do acordo.
A próxima etapa do processo consiste em uma audiência na qual Mendonça ouvirá o empresário para verificar se ele aceitou cooperar de forma espontânea e sem coação. Somente depois do aval do ministro, a PGR poderá utilizar as provas e os relatos de Mansur nas investigações.
Delação mira Daniel Vorcaro e R$ 20 bilhões escondidos
Um dos principais alvos da colaboração de Mansur é Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso desde março e que também tenta firmar uma delação premiada com as autoridades. Segundo informações apuradas pela coluna do jornalista Lauro Jardim, em O Globo, o ex-dono da Reag afirmou “ter condições de revelar onde Vorcaro mantém R$ 20 bilhões ocultos no Brasil”.
Esse montante não estaria armazenado integralmente em espécie, mas distribuído em direitos creditórios, imóveis e ativos camuflados em nome de laranjas e fundos,. segundo apurou a coluna. Os procuradores consideraram que Mansur entregou fatos inéditos à apuração, o que motivou o fechamento do acordo.
Entenda a relação da Reag e Banco Master
A Reag era uma administradora de fundos de investimentos. No comando da gestora, João Carlos Mansur era o responsável por estruturar a teia de fundos que abasteceu o suposto esquema do Banco Master.
Além do envolvimento com o caso Master, a Reag também foi alvo da Polícia Federal na Operação Carbono Oculto. A PF suspeita que a instituição tenha sido usada para lavagem de dinheiro de até R$ 1 bilhão da facção PCC (Primeiro Comando da Capital). O grupo foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em janeiro deste ano.

Delação foi firmada sem a Polícia Federal
A defesa de Mansur optou por firmar a delação sem a participação da Polícia Federal. Um acordo de confidenciabilidade — a primeira etapa do processo — chegou a ser assinado com a corporação, mas a negociação não avançou.
Em troca pela colaboração, é previsto que o empresário receba benefícios penais. Procurada, a defesa de Mansur não se manifestou. A PGR também não se pronunciou sobre o caso
Com informações de O Globo e CNN


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