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Willer Tomaz perdeu R$ 163 milhões em apostas após apostar R$ 5 bi, e pede devolução à Blaze

Advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, movimentou cerca de R$ 10 bilhões na plataforma em 2025 e entrou na Justiça alegando dependência em jogos e falhas nos mecanismos de proteção
O advogado Willer Tomaz perdeu cerca de R$ 163 milhões em apostas na Blaze ao longo de 2025 e entrou na Justiça de São Paulo para pedir a devolução dos valores. A ação foi apresentada em agosto na 44ª Vara Cível de São Paulo. Segundo reportagem do Metrópoles, Tomaz afirma ter desenvolvido dependência em jogos e sustenta que a plataforma não adotou medidas suficientes para impedir que continuasse apostando. Leia em TVT News.
Dados apresentados no processo indicam que Tomaz movimentou aproximadamente R$ 10 bilhões na Blaze durante o período, considerando valores ganhos e perdidos. Em jogos de cassino, foram registrados cerca de R$ 4,8 bilhões em ganhos e R$ 4,963 bilhões em perdas. Nas apostas esportivas, o resultado teria sido positivo em aproximadamente R$ 39 mil.
Os documentos também apontam que os depósitos realizados por Tomaz em 2025 somaram cerca de R$ 300 milhões, enquanto os saques chegaram a R$ 137 milhões.
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Ação na Justiça
Tomaz entrou com a ação três dias antes de ser alvo de uma operação da Polícia Federal, em agosto, relacionada às investigações sobre fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Um relatório da PF citado pelo Metrópoles descreveu o advogado como um “hub financeiro, patrimonial e logístico” de pessoas investigadas no caso.
A ação contra a Blaze, no entanto, trata especificamente das apostas realizadas na plataforma.
No processo, a defesa afirma que Tomaz apresentou problemas relacionados ao jogo e que a empresa deveria ter adotado medidas de proteção diante do volume de apostas. Um laudo psiquiátrico anexado ao processo afirma que o advogado iniciou tratamento para ludopatia, segundo o Terra.
A defesa também sustenta que houve dificuldades para realizar saques, estímulos para que ele continuasse apostando e ausência de mecanismos considerados adequados de jogo responsável.
Atendimento exclusivo
Documentos anexados ao processo mostram que Tomaz alcançou o nível 171 do programa de fidelidade da Blaze e recebia atendimento individualizado de um funcionário da empresa.
Segundo os registros apresentados à Justiça, ele mantinha contato por WhatsApp com um profissional ligado ao atendimento VIP da plataforma. A defesa utiliza essas interações para sustentar que a Blaze tinha conhecimento da intensidade das apostas realizadas por Tomaz.
Um dos episódios citados envolve saques de valores elevados. Segundo a documentação descrita na reportagem, Tomaz questionou a necessidade de reconhecimento facial para realizar um saque de R$ 100 mil e pediu que o limite fosse ampliado para R$ 500 mil.
A reportagem aponta que ele teria recebido orientação para fazer vários pedidos de saque, o que, segundo o Metrópoles, contrariava regras federais aplicáveis às operações.
Pedido de devolução
Antes de recorrer à Justiça, Tomaz teria proposto um acordo para receber de volta 70% do valor perdido. Como não houve acordo, ele apresentou a ação contra a Blaze.
A defesa afirma que a plataforma se beneficiou da suposta compulsão do advogado e não interrompeu sua atividade mesmo diante do volume de dinheiro movimentado.
A reportagem também ressalta que alguns dos registros apresentados pela defesa não permitem identificar quem enviou determinadas mensagens à Blaze nem quando elas foram encaminhadas. Além disso, segundo o Metrópoles, não há nos autos registro de que Tomaz tenha aderido ao sistema federal de autoexclusão de apostas.


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