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quinta-feira, 21 de maio de 2026 -

Qual a língua mais falada na Copa do Mundo da FIFA 2026?

Com 48 seleções, a Copa do Mundo 2026 já é a maior da história em número de participantes. A reportagem da TVT News fez levantamento das línguas nacionais e oficiais mais faladas pelos países classificados para a Copa e constata que há diversidade, mas, também, a marca da colonização, com a hegemonia das línguas inglesa, espanhola e francesa além do crescimento do mundo árabe no futebol. Confira o ranking das línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026 com a TVT News.

Línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026: espanhol, árabe e inglês lideram

As línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026 revelam a diversidade dos 48 países classificados para o torneio que será disputado em junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá.

A lista de seleções reúne idiomas de quatro continentes — do guarani indígena do Paraguai ao uzbeque da Ásia Central — em um mapa linguístico que mostra tanto a diversidade como a marca da história.

A liderança de idiomas de origem europeia, como inglês, francês e espanhol é sinal dos processos de colonização e imperialismo de Espanha, Inglaterra e Portugal (o português está presente em países de 3 continentes na Copa do Mundo). Por outro lado, também mostra a expansão do império árabe, que da península arábica, chegou até o norte da África.

Línguas Mais Faladas na Copa do Mundo 2026

Ranking das línguas mais faladas na Copa do Mundo

A diversidade linguística na Copa do Mundo 2026

A expansão da Copa do Mundo para 48 seleções não aumentou apenas o número de jogos, mas também a pluralidade cultural e linguística do torneio. Em 2026, os campos de futebol serão o ponto de encontro para dezenas de idiomas diferentes, refletindo a riqueza das nações classificadas.

A equipe de dados da TVT News realizou um levantamento completo sobre as línguas oficiais e majoritárias dos países que compõem os 12 grupos do torneio. O resultado mostra um empate técnico no topo, revelando o alcance global dos idiomas de origem europeia, resultado dos processos de colonização ibérica e do imperialismo inglês.

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O domínio do Inglês, Espanhol, Francês e Árabe

O Inglês lidera o ranking de forma isolada, sendo a língua oficial ou principal de comunicação em 9 dos 48 países participantes. Nações de continentes distintos, como Austrália, Gana, Estados Unidos e África do Sul, compartilham o idioma.

Logo na sequência, três gigantes dividem a segunda posição. O Espanhol, impulsionado pela forte presença na América Latina, o Francês, resultado da colonização francesa na América Latina e na A´frica, e o Árabe, representando a força do mundo árabe que se expandiu do Oriente Médio para o norte da África, marcam presença em 8 países cada.

O Português está representado em três continentes diferentes: na América do Sul com o Brasil, na Europa com Portugal e na África com Cabo Verde.

Ranking das Línguas Mais Faladas na Copa

Considerando o status de língua oficial ou o idioma majoritário de comunicação de cada nação classificada, este é o ranking dos idiomas mais presentes na Copa do Mundo da FIFA 2026:

Posição Idioma Número de Países Países Representantes
Inglês 9 África do Sul, Canadá, Escócia, Estados Unidos, Austrália, Curaçao, Nova Zelândia, Inglaterra, Gana
Espanhol 8 México, Paraguai, Equador, Espanha, Uruguai, Argentina, Colômbia, Panamá
Francês 8 Canadá, Suíça, Haiti, Costa do Marfim, Bélgica, França, Senegal, RD Congo
Árabe 8 Catar, Marrocos, Tunísia, Egito, Arábia Saudita, Iraque, Argélia, Jordânia
Alemão 4 Suíça, Alemanha, Bélgica, Áustria
Holandês 3 Curaçao, Holanda, Bélgica
Português 3 Brasil, Cabo Verde, Portugal
Croata 2 Bósnia, Croácia

Em países com mais de um idioma oficial, foi considerado o idioma predominante na comunicação nacional.

A cultura por trás dos idiomas da Copa do Mundo

O futebol movimenta o mundo, mas os idiomas que narram os gols também carregam uma bagagem cultural de peso histórico. Olhando para a lista de classificados, é possível identificar potências absolutas no campo da literatura.

O Realismo Mágico e a herança do Espanhol

Entre os oito países que falam espanhol no mundial, está a Colômbia, terra de Gabriel García Márquez. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1982, ele consolidou o Realismo Mágico com a obra Cem Anos de Solidão. O idioma também é o berço de Miguel de Cervantes (Espanha), autor do clássico Dom Quixote, uma das obras mais traduzidas e lidas da história da humanidade.

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Cem Anos de Solidão é o livro em espanhol mais importante desde Don Quixote. Foto: Vitória Machado / TVT News

O peso literário do mundo Árabe

Com oito representantes, o mundo árabe traz para o torneio o legado de autores essenciais. O Egito se destaca como a pátria de Naguib Mahfouz, o primeiro escritor de língua árabe a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 1988, reconhecido por suas narrativas sobre a vida complexa nas ruas de Cairo.

A pluralidade do Francês na África e Europa

O idioma francês se ramifica fortemente entre os classificados, especialmente no continente africano. Um grande exemplo é o Senegal, terra natal de Léopold Sédar Senghor. Além de ser o primeiro presidente do país, Senghor foi um poeta de enorme prestígio e o primeiro africano a integrar a Academia Francesa, ajudando a fundar o movimento da Negritude. Na Europa, a França entra em campo carregando o legado de nomes como Victor Hugo e Albert Camus.

O idioma guarani, a única língua indígena entre as oficiais

O Paraguai é o único país na Copa do Mundo 2026 com uma língua indígena como co-oficial: o guarani. Mais de 90% da população paraguaia fala guarani no cotidiano, mesmo que o espanhol seja o idioma da administração e da educação formal.

É a única nação sul-americana — e uma das poucas no mundo — em que um idioma originário alcançou esse nível de reconhecimento legal e uso cotidiano. O guarani é falado por cerca de 6 milhões de pessoas e tem gramática, literatura e produção cultural próprias.

A presença do guarani na Copa do Mundo contrasta com outras nações que têm idiomas de povos originários reconhecidos localmente, como o maori na Nova Zelândia, mas que não alcançam o mesmo percentual de falantes cotidianos.

O uzbeque e o crioulo: as línguas menos conhecidas da Copa do Mundo 2026

Entre os idiomas menos conhecidos da Copa do Mundo estão o uzbeque e crioulo.

O uzbeque é a língua oficial do Uzbequistão, pertence à família das línguas turcas e é falado por cerca de 35 milhões de pessoas. O país da Ásia Central participa da Copa do Mundo pela primeira vez na história e chega ao torneio como uma das novidades da edição de 2026.

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Uzbequistão conquistou sua primeira vaga em Copas de Mundo – Foto: Federação de Futebol do Uzbequistão

O crioulo haitiano é co-oficial no Haiti ao lado do francês. Desenvolvido a partir do francês colonial com fortes influências de línguas africanas, o crioulo haitiano é a língua do dia a dia de toda a população do país — enquanto o francês é usado em contextos formais, o crioulo é a língua da cultura, da música e da comunicação popular.

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Depois de 52 anos, Haiti está de volta à Copa do Mundo. Foto: FIFA

O persa, idioma oficial do Irã, também merece destaque: trata-se de uma das línguas com tradição literária mais longa do mundo, com mais de 2.500 anos de produção contínua. O poeta Rumi, nascido no século XIII no território que hoje é o Afeganistão e criado no mundo persa, é um dos autores mais lidos no planeta até hoje.

Principais curiosidades sobre idiomas dos países da Copa

Inglês

  • É o idioma oficial em 9 seleções, incluindo Curaçao, onde também se fala papiamento.
  • A África do Sul tem 11 idiomas oficiais, mas o inglês é a principal língua institucional e de comunicação internacional.
  • Escritores renomados: William Shakespeare (Inglaterra) e Chinua Achebe (Gana).
  • Nobel de Literatura: Alice Munro (Canadá).

Espanhol

  • Presente em países da América do Norte, Central e Sul, além da Europa.
  • Paraguai tem guarani como co-oficial, mas o espanhol é predominante na comunicação oficial.
  • Escritores famosos: Gabriel García Márquez (Colômbia), Jorge Luis Borges (Argentina), Miguel de Cervantes (Espanha).
  • Nobel de Literatura: Gabriel García Márquez (Colômbia)

Árabe

  • Predominante em 8 seleções do Norte da África e Oriente Médio.
  • O árabe é oficial em diversos dialetos, mas a forma literária clássica é usada oficialmente.
  • Escritores: Naguib Mahfouz (Egito), prêmio Nobel de Literatura em 1988.

Francês

  • Oficial na Europa e em ex-colônias africanas.
  • O Canadá é bilíngue (inglês e francês), mas o francês predomina em Quebec.
  • Nobel de Literatura: Jean-Marie Gustave Le Clézio (França).

Alemão

  • Falado oficialmente na Alemanha, Áustria e partes da Suíça.
  • Escritores famosos: Johann Wolfgang von Goethe (Alemanha), Hermann Hesse (Suíça/Alemanha).
  • Nobel de Literatura: Hermann Hesse (Alemanha/Suíça).

Português

  • Presente em Brasil, Portugal e Cabo Verde.
  • Escritores renomados: Fernando Pessoa (Portugal), José Saramago (Portugal), Machado de Assis (Brasil).
  • Nobel de Literatura: José Saramago (Portugal, 1998).
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Ranking dos didimas mais falados na Copa do Mundo da FIFA 2026. Arte: TVT News

Brasil, Cabo Verde e Portugal: países de Língua Portuguesa na Copa do Mundo

Portugal se soma à estreante seleção africana de Cabo Verde e ao pentacampeão Brasil na Copa do Mundo 2026 que será disputada no México, EUA e Canadá. Agora, os europeus estão na Copa ao lado de suas ex-colônias na África e na América do Sul.

Pela primeira vez, a Seleção de Cabo Verde garantiu vaga na Copa do Mundo da FIFA, com uma vitória por 3 a 0 sobre Essuatíni, em Praia, capital de Cabo Verde.

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Equipe garantiu vaga inédita ao vencer o Essuatíni nas Eliminatórias. Foto: FIFA
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Jogador Bruno Guimarães controlando a bola no último jogo do Brasil contra o Chile, em Santiago. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Enquanto a Copa do Mundo não vem, a TVT News traz algumas curiosidaes sobre a Língua Portuguesa, que, além da paixão pelo futebol, une esses 3 países.

Qual a origem da Língua Portuguesa?

A Língua Portuguesa tem origem no latim vulgar, o idioma falado pelo povo romano durante a expansão do Império Romano pela Península Ibérica, a partir do século III a.C.

Com o passar dos séculos, esse latim se misturou a línguas locais, como o galego e o celta, resultando em diferentes variações regionais. Uma dessas variações, o galego-português, surgiu no noroeste da Península Ibérica, na região que hoje corresponde ao norte de Portugal e à Galícia, na Espanha.

Entre os séculos XII e XIV, o galego-português começou a se consolidar como idioma próprio. Após a independência do Condado Portucalense, em 1143, e a formação do Reino de Portugal, a língua falada na região ganhou identidade própria, tornando-se o português arcaico. Com a centralização política e cultural em Lisboa e a expansão marítima portuguesa, o idioma se espalhou por vários continentes, acompanhando a colonização e o comércio.

Assim, a Língua Portuguesa atravessou o Atlântico e chegou à África, à Ásia e à América do Sul, adaptando-se às culturas locais e recebendo influências de diferentes povos. Hoje, o português é falado por mais de 260 milhões de pessoas e é o idioma oficial de nove países, entre eles Brasil, Cabo Verde e Portugal — três nações que, apesar de distantes, compartilham uma herança linguística e cultural profunda.

Portugal é o berço da Língua Portuguesa

Portugal é o berço da Língua Portuguesa. A consolidação do idioma no território português ocorreu entre os séculos XII e XVI, acompanhando o fortalecimento político do reino. Durante o reinado de Dom Dinis (1279–1325), o português foi reconhecido oficialmente como língua do Estado, substituindo o latim nos documentos administrativos e na literatura.

Com as explorações coloniais, a língua se expandiu para os territórios conquistados e colonizados. Os marinheiros, missionários e comerciantes portugueses levaram o idioma para a África, Ásia e América. Ao mesmo tempo, o contato com outros povos introduziu novos vocábulos no português, como palavras de origem árabe, africana, tupi e asiática.

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Brasília (DF), 19/02/2025 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, durante entrevista coletiva e cerimônia de assinatura de acordos nos setores de saúde, ciência e tecnologia e segurança pública. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em Portugal, a língua seguiu evoluindo, preservando características próprias, como o som fechado de algumas vogais e o uso de tempos verbais diferentes dos empregados no Brasil e em Cabo Verde. Essa variação linguística mostra que, embora a origem seja comum, cada país adaptou o português à sua realidade cultural e histórica.

A Língua Portuguesa em Cabo Verde

Cabo Verde, arquipélago localizado na costa oeste da África, foi colonizado por Portugal no século XV. Com a chegada doos portugueses, o idioma se instalou desde o início como língua oficial e administrativa. Com o passar do tempo, o português se misturou às línguas e culturas africanas trazidas pelos povos escravizados, dando origem ao crioulo cabo-verdiano, uma língua própria, com base no português, mas com estrutura e sonoridade africanas.

Durante o período colonial, o português era a língua da elite e do ensino formal, enquanto o crioulo predominava nas comunidades populares. Após a independência de Cabo Verde em 1975, o país manteve o português como idioma oficial, em respeito à sua importância histórica e como símbolo de integração no espaço lusófono.

Brasília (DF), 19/02/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, durante entrevista coletiva ecerimônia de assinatura de acordos nos setores de saúde, ciência e tecnologia e segurança pública. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Cabo Verde, 19/07/2023, O presidente Lula, durante encontro com o Presidente do Cabo Verde, José Maria Neves. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Hoje, o português e o crioulo convivem lado a lado. O primeiro é usado em contextos formais — governo, educação, meios de comunicação —, enquanto o segundo é amplamente falado no dia a dia. Essa convivência linguística é um exemplo de como Cabo Verde transformou a herança colonial em parte de sua identidade cultural.

A língua Portugesa no Brasil

O português chegou ao Brasil em 1500, com a expedição de Pedro Álvares Cabral. A partir da colonização, o idioma foi se impondo gradualmente sobre as línguas indígenas e africanas. Durante os primeiros séculos, o português conviveu com a língua geral, um idioma híbrido formado a partir do tupi e usado amplamente nas relações entre colonos, indígenas e missionários.

No entanto, em 1758, o marquês de Pombal, ministro do rei Dom José I, proibiu o uso das línguas indígenas e africanas, determinando que o português fosse o idioma obrigatório em todo o território colonial.

Essa política linguística consolidou o português como a língua do Brasil, que se adaptou ao longo do tempo e ganhou características próprias, influenciadas por expressões africanas, indígenas e europeias.

Hoje, o português brasileiro tem ritmo, pronúncia e vocabulário diferentes do falado em Portugal e em Cabo Verde. Apesar dessas diferenças, os países continuam a compartilhar a mesma base linguística, o que permite a comunicação e o intercâmbio cultural entre milhões de falantes.

Grandes nomes da literatura de Cabo Verde, Brasil e Portugal

A literatura é uma das manifestações mais ricas da Língua Portuguesa e expressa as múltiplas identidades dos povos que a falam.

Em Cabo Verde, destacam-se autores como Baltasar Lopes da Silva, autor do romance Chiquinho, considerado um marco da literatura cabo-verdiana; Germano Almeida, conhecido por O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo; e Orlanda Amarílis, uma das vozes femininas mais representativas do país.

No Brasil, a literatura em língua portuguesa floresceu desde o período colonial. Nomes como Machado de Assis, Jorge Amado, Clarice Lispector, Carolina Maria de Jesus e Graciliano Ramos marcaram a literatura nacional e internacional. Suas obras abordam temas sociais, psicológicos e políticos que retratam a complexidade do país.

Em Portugal, destacam-se Luís de Camões, autor do clássico Os Lusíadas; Fernando Pessoa, um dos maiores poetas do século XX; José Saramago, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1998; e Sophia de Mello Breyner Andresen, cuja obra poética é amplamente celebrada.

Dicas de leitura em Língua Portuguesa

De Cabo Verde, além de Chiquinho (Baltasar Lopes da Silva) e O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo (Germano Almeida), vale mencionar Cais-do-Sodré Té Salamansa (Orlanda Amarílis), que reúne contos sobre a vivência cabo-verdiana.

Do Brasil, obras como Dom Casmurro (Machado de Assis), Vidas Secas (Graciliano Ramos), Quarto de Despejo (Carolina Maria de Jesus), Gabriela, Cravo e Canela (Jorge Amado) e A Hora da Estrela (Clarice Lispector) são exemplos da diversidade e da força da literatura brasileira.

De Portugal, Os Lusíadas (Luís de Camões), O Livro do Desassossego (Fernando Pessoa), Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago) e Contos Exemplares (Sophia de Mello Breyner Andresen) mostram a profundidade e a tradição literária do país.

Grandes nomes da música de Cabo Verde, Brasil e Portugal

Na música cabo-verdiana, o destaque é Cesária Évora, a “diva dos pés descalços”, reconhecida mundialmente por sua interpretação da morna — gênero melancólico e poético, símbolo da cultura do país. Outros nomes importantes são Tito Paris, Bana e Mayra Andrade, artistas que misturam tradição e modernidade em suas composições.

O Brasil é um dos países mais ricos musicalmente dentro do universo lusófono. A música brasileira se espalhou pelo mundo com artistas como Tom Jobim, Elis Regina, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Milton Nascimento, Elza Soares e Maria Bethânia. Cada um deles representa estilos e épocas diferentes, do samba à bossa nova, do tropicalismo à MPB.

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Chico, Gil, Caetano, Djavan e Paulinho da Viola juntos na manifestação brasileira contra a PEC da Blindagem e anistia aos golpistas. Foto: @roncca @midianinja @fabriciosousa.jpg

Em Portugal, a música tradicional se expressa principalmente pelo fado, gênero considerado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Amália Rodrigues é o maior ícone do fado, seguida por artistas contemporâneos como Mariza, Camané e Ana Moura. Além do fado, a música popular portuguesa tem crescido com nomes como António Zambujo e Carminho, que mantêm viva a tradição adaptando-a aos novos tempos.

Curiosidades da Língua Portuguesa falada em Brasil, Cabo Verde e Portugal

Embora compartilhem a mesma origem, o português falado em Brasil, Cabo Verde e Portugal apresenta variações marcantes em vocabulário, pronúncia e expressões idiomáticas.

No Brasil, o idioma ganhou musicalidade própria, resultado da mistura de povos e culturas. Palavras de origem indígena, como pipoca, caju e tapioca, e africana, como moleque, quitanda e dengo, enriqueceram o vocabulário.

Em Cabo Verde, o português convive com o crioulo cabo-verdiano, e muitas vezes as línguas se misturam. Expressões como “tudo bem” podem aparecer junto de termos crioulos, criando uma comunicação híbrida e afetiva.

Em Portugal, a pronúncia tende a ser mais fechada, e há palavras que mudam de sentido quando comparadas ao português brasileiro. Por exemplo, “autocarro” significa “ônibus”, “telemóvel” é “celular” e “fato” corresponde a “terno”.

Essas diferenças tornam a Língua Portuguesa uma das mais diversas do mundo. Apesar das variações, os falantes desses três países conseguem se entender, o que reforça o papel da língua como ponte cultural e histórica entre povos de diferentes continentes.

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Exposição Sonhei em português!, com curadoria de Isa Grinspum Ferraz, no Museu da Língua Portuguesa. Foto:
Rovena Rosa/Agência Brasil

Quais as línguas nacionais dos países da Copa do Mundo 2026

Confira o mapeamento dos 48 países classificados para a Copa do Mundo 2026, separados por grupo, com seus respectivos idiomas oficiais ou majoritários:

  • GRUPO A
    • México: Espanhol (e 68 línguas indígenas nacionais)
    • África do Sul: Inglês, Africâner, Zulu, Xhosa (além de outras 8 línguas oficiais)
    • Coreia do Sul: Coreano
    • República Tcheca: Tcheco
  • GRUPO B
    • Canadá: Inglês, Francês
    • Bósnia: Bósnio, Croata, Sérvio
    • Catar: Árabe
    • Suíça: Alemão, Francês, Italiano, Romanche
  • GRUPO C
    • Brasil: Português
    • Marrocos: Árabe, Amazigue (Berbere)
    • Haiti: Francês, Crioulo Haitiano
    • Escócia: Inglês, Gaélico Escocês, Scots
  • GRUPO D
    • Estados Unidos: Inglês (idioma nacional na prática)
    • Paraguai: Espanhol, Guarani
    • Austrália: Inglês
    • Turquia: Turco
  • GRUPO E
    • Alemanha: Alemão
    • Curaçao: Holandês, Papiamento, Inglês
    • Costa do Marfim: Francês
    • Equador: Espanhol (Kichwa e Shuar para relações interculturais)
  • GRUPO F
    • Holanda: Holandês (Neerlandês)
    • Japão: Japonês
    • Suécia: Sueco
    • Tunísia: Árabe
  • GRUPO G
    • Bélgica: Holandês, Francês, Alemão
    • Egito: Árabe
    • Irã: Persa (Farsi)
    • Nova Zelândia: Inglês, Maori, Língua de Sinais Neozelandesa
  • GRUPO H
    • Espanha: Espanhol (além de Catalão, Galego e Basco como co-oficiais regionais)
    • Cabo Verde: Português, Crioulo Cabo-Verdiano
    • Arábia Saudita: Árabe
    • Uruguai: Espanhol
  • GRUPO I
    • França: Francês
    • Senegal: Francês (oficial), Wolof
    • Iraque: Árabe, Curdo
    • Noruega: Norueguês
  • GRUPO J
    • Argentina: Espanhol
    • Argélia: Árabe, Tamazight
    • Áustria: Alemão
    • Jordânia: Árabe
  • GRUPO K
    • Portugal: Português
    • RD Congo: Francês (oficial), Lingala, Kikongo, Swahili, Tshiluba
    • Uzbequistão: Uzbeque
    • Colômbia: Espanhol
  • GRUPO L
    • Inglaterra: Inglês
    • Croácia: Croata
    • Gana: Inglês
    • Panamá: Espanhol

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