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Lula sobre encontro com Trump: “Um passo importante”
Lula avalia encontro com Trump e defende parcerias baseadas na soberania nacional e no multilateralismo
Após reunião de trabalho em Washington, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista coletiva para detalhar os pontos discutidos com o presidente norte-americano, Donald Trump. Em um balanço positivo da visita, Lula enfatizou a necessidade de retomar o protagonismo comercial dos Estados Unidos na América Latina e propôs novas estratégias para o combate ao crime organizado e a exploração de minerais estratégicos. Leia em TVT News.
Para o presidente brasileiro, o encontro serviu para reafirmar o papel das duas nações como referências democráticas.
“Eu saio daqui com uma ideia de que nós demos um passo importante na consolidação da relação democrática histórica que o Brasil tem com os Estados Unidos”, afirmou Lula, destacando que as duas maiores democracias do hemisfério podem servir de exemplo ao mundo.
Lula fala sobre relações econômicas com os EUA
Um dos eixos centrais da conversa com Trump foi a perda de espaço das empresas norte-americanas para o mercado chinês em território brasileiro. Lula recordou que, durante o século XX, os Estados Unidos ocuparam o posto de maior parceiro comercial do Brasil, cenário que mudou a partir de 2008 com o avanço da China, que passou a importar produtos brasileiros.
O presidente brasileiro incentivou a retomada do interesse norte-americano em setores de infraestrutura, citando a ausência de empresas dos EUA em licitações de ferrovias.
“Eu frisei ao presidente Trump que é importante os Estados Unidos voltarem a ter interesse nas coisas do Brasil”, declarou.
Lula pontuou que o foco excessivo apenas no combate ao narcotráfico afastou os olhares de Washington da América Latina nas últimas décadas. Além disso, ele reforçou que a abertura do Brasil para diversos mercados, como os acordos com Singapura e a União Europeia, é uma forma de proteger o multilateralismo. Segundo ele, essa postura é uma defesa contra “o unilateralismo colocado em prática pelas taxações do presidente Trump“.
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Combate ao crime organizado
O governo brasileiro levou para a mesa de discussão temas considerados “tabus”, como o tráfico internacional de drogas e armas. Lula propôs a Trump a criação de um grupo de trabalho multinacional que foque em soluções econômicas, em vez de apenas soluções militares ou repressivas.

Para Lula, a produção de entorpecentes em outros países só será contida com desenvolvimento social. “Para fazer com que um país pare de plantar ou fabricar aquilo que a gente chama de droga, é preciso que a gente crie alternativa econômica para esses países”, explicou.
O presidente também apontou a corresponsabilidade dos Estados Unidos em problemas de segurança nacional do Brasil.
“É importante dizer que parte das armas que chegam ao Brasil sai dos EUA. Existe lavagem de dinheiro também em estados americanos”, frisou. Ele acredita que, com um esforço coordenado, questões que persistem há séculos podem ser resolvidas em poucos anos.
Minerais críticos e soberania nacional
Sobre a exploração de terras raras e minerais estratégicos, o presidente brasileiro informou a Trump sobre os avanços legislativos no Brasil. Ele reiterou que o país está aberto a parcerias, desde que respeitada a soberania nacional e o desejo de produzir riqueza internamente.
“Nós não temos preferência; o que nós queremos é fazer parcerias, compartilhar com empresas americanas, chinesas. Quem quiser participar conosco para produzir a riqueza que as terras raras oferecem está sendo convidado para o Brasil“, ressaltou o chefe do Executivo.
“Eu disse: ‘você não venha anular o visto dos jogadores brasileiros da seleção’”, Lula ao presidente Trump
Apesar das diferenças ideológicas conhecidas, Lula classificou o encontro como produtivo e bem-humorado. Em tom descontraído, mencionou que “o presidente Trump rindo é melhor do que ele de cara feia”.
A conversa incluiu até futebol, com Lula brincando sobre o visto dos jogadores da seleção brasileira para a Copa do Mundo.
“Ainda brinquei com o presidente Trump; ele perguntou da Copa do Mundo e se a seleção brasileira estava boa, e eu disse: ‘você não venha anular o visto dos jogadores brasileiros da seleção’.”
Contudo, ao encerrar a coletiva, o presidente foi enfático sobre os limites da diplomacia brasileira: “O Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo qualquer assunto. Nós não temos veto e nem assunto proibido. A coisa de que nós não abrimos mão é da nossa democracia e soberania”.


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