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Eleições de meio de mandato acontecem neste dia 3 nos EUA, acompanhe
Os americanos que participam das eleições de meio de mandato decidirão quem controlará o Congresso durante os dois anos finais da presidência de Donald Trump
Da APF na cobertura das eleições de meio de mandato em Fort Lauderdale, EUA – Preços da gasolina, de alimentos e de cuidados com a saúde… os eleitores americanos começaram a dar seu veredicto nas urnas sobre o governo de Donald Trump nas eleições de meio de mandato, irritados com o aumento contínuo do custo de vida nos Estados Unidos.
Leia em TVT News, com informações da AFP.
Muitos já votaram antecipadamente nas eleições legislativas de meio de mandato, que serão realizadas em 3 de novembro.
Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, 84% dos eleitores têm a economia como sua maior preocupação.
“É ridículo. Tudo aumentou, da gasolina ao transporte”, diz Kyler Daugherty, um profissional de saúde de 43 anos, em Fort Lauderdale.
Os preços dos combustíveis subiram 9,1% em setembro, de acordo com dados oficiais, um verdadeiro desafio em um estado como a Flórida, onde as pessoas dependem do carro para se deslocar.
Esses preços dispararam nos últimos meses em meio ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que abalou os mercados de energia.
Projeções mostram que Democratas conquistem o controle do Senado após as eleições de meio de mandato
Promessas
Trump conseguiu a reeleição em 2024 com a promessa de reduzir os preços, que já eram uma preocupação durante o governo de seu antecessor, o democrata Joe Biden.
“Não acreditei nele naquela época e não acredito agora. Muita coisa precisa mudar para que os preços caiam”, opina Melissa Reer, assistente social de 49 anos. Sua principal preocupação agora são os aumentos nos seguros de automóvel e de residência.
Duas decisões de Trump contribuíram para a pressão sobre os preços: as tarifas e a guerra com o Irã, diz William Galston, pesquisador do Brookings Institution.
“Cabe ao presidente eliminar a maioria das tarifas que impôs (…) e pôr fim à guerra que iniciou”, afirma.
A Casa Branca defende que suas políticas estão revitalizando a economia e tornando a vida mais acessível para os americanos.
Dificuldades econômicas
Cerca de 41% dos 132 milhões de lares vivem abaixo de um limite conhecido como ALICE, uma medida elaborada pela United Way que identifica pessoas que trabalham, mas cuja renda não é suficiente para cobrir despesas básicas como moradia, alimentação, transporte e assistência médica.
“As dificuldades econômicas estão começando a se espalhar nos Estados Unidos, particularmente entre a classe média”, alerta Symeria Hudson, CEO da United Way Miami, uma organização sem fins lucrativos e apartidário que atua em educação, estabilidade financeira e apoio comunitário.
“Não sei como vou pagar (meus medicamentos). Estou literalmente reduzindo as doses de certos remédios porque não posso pagar por eles”, desabafa Daugherty.
© Agence France-Presse
Partidos finalizam campanha antes das eleições de meio de mandato
Da AFP em Washington, Estados Unidos
Democratas e republicanos finalizam nesta segunda-feira (2) a campanha com os últimos comícios antes das decisivas eleições de meio de mandato, que podem provocar uma grande mudança no Congresso.
O presidente Donald Trump anunciou um discurso para 14h00 (16h00 de Brasília) no espelho d’água da capital, diante do Memorial Lincoln, que ele ordenou reformar e que se tornou um dos símbolos de seu empenho de iniciar obras para restaurar Washington.
Os democratas demonstram um cauteloso otimismo na véspera de uma votação que poderia resultar no controle do Congresso para o partido, enquanto Trump e os republicanos intensificam os esforços para mobilizar sua base eleitoral.
As pesquisas indicam uma alta probabilidade de que os democratas recuperem o controle da Câmara dos Representantes, com boas perspectivas até mesmo de conquistar o Senado.
Em caso de vitória total, a oposição pretende abrir diversas investigações contra o presidente Trump, seu governo e sua família, além de tentar bloquear suas nomeações, assim como o financiamento da guerra no Irã.
A ala socialista dos democratas, que pode emplacar um número recorde de representantes e senadores, quer inclusive abrir um debate sobre o futuro da polícia migratória (ICE).
Os republicanos esperam apenas manter o controle de uma das duas Casas e obrigar os democratas na Câmara dos Representantes a negociar as verbas orçamentárias.
O que está em jogo
Os americanos votarão para renovar a totalidade da Câmara dos Representantes (435 cadeiras) e um terço (35 dos 100 assentos) do Senado. Além disso, também definirão 36 governos estaduais.
A votação antecipada já bateu um recorde: 53 milhões de pessoas já depositaram seus votos em todo o país.
“Poderíamos ver, inclusive, um recorde de participação total, parece altamente provável”, declarou ao canal CBS David Becker, diretor executivo do Centro para Inovação e Pesquisa Eleitoral.
Para retomar o controle do Senado, os democratas precisam virar quatro cadeiras. As pesquisas indicam uma vantagem apertada dos democratas em cinco estados, alguns tradicionalmente conservadores, como Texas, Carolina do Norte e Kansas.
Sete em cada 10 americanos têm uma avaliação ruim sobre Donald Trump, de sua incapacidade de controlar a inflação e da guerra que declarou ao Irã e que se prolonga inexoravelmente.
O presidente conta com uma enorme popularidade entre sua base, mas em um país polarizado como os Estados Unidos são os eleitores independentes que fazem a balança pender para um lado ou outro.
“Os democratas têm uma leve vantagem sobre os republicanos em termos de filiação partidária entre os adultos dos Estados Unidos: 47% se identificam com o Partido Democrata ou tendem a apoiá-lo, e 43% se identificam com o Partido Republicano ou tendem a apoiá-lo”, afirmou o Pew Research Center.
Mas 10% do eleitorado não se comprometeu com nenhum partido e não expressou opinião, a maior proporção de eleitores indecisos em quase uma década.
Uma derrota estrondosa poderia significar o começo do fim da presidência Trump. O republicano foi alvo de duas tentativas de impeachment por parte dos democratas durante seu primeiro mandato.

Em tom desafiador, o republicano advertiu que pode virar o “Sr. Veto” para barrar as iniciativas legislativas da oposição.
Gasto bilionário
As eleições de meio de mandato registraram gastos de quase 11 bilhões de dólares (quase 60 bilhões de reais) em publicidade, grande parte procedente de doadores individuais.
O bilionário Elon Musk, um grande aliado de Trump que liderou o chamado DOGE — departamento criado pelo presidente para reduzir o tamanho do governo federal —, contribuiu com quase 500 milhões de dólares em campanhas de candidatos republicanos.
Do lado democrata, o grande doador nas sombras é o também bilionário George Soros, que não apoia apenas políticos, mas também candidatos de esquerda para os cargos de promotor, governador ou prefeito.
A noite eleitoral pode ser longa. No Alasca, a crise provocada por dois candidatos rivais com o mesmo nome levou o governo Trump a tentar impugnar o resultado. O governo do estado já anunciou uma investigação interna.
© Agence France-Presse


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