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terça-feira, 14 de julho de 2026 -

Líder da ONU pede fim dos ataques entre Estados Unidos e Irã

Guterres pede “medidas imediatas para reduzir a tensão” em relação à guerra no Irã

A retomada dos ataques e contra-ataques entre Irã e Estados Unidos no Golfo Pérsico aumentou temores de um retorno à guerra total.

Segundo agências de notícias, o Irã alega ter fechado novamente o Estreito de Ormuz no domingo, enquanto Washington afirma que a passagem marítima segue aberta.

Guterres pede “medidas imediatas para reduzir a tensão”

O governo norte-americano afirmou ter atingido cerca de 140 alvos no sábado, em resposta ao ataque das forças armadas iranianas a uma embarcação que navegava em águas internacionais.

Segundo relatos na imprensa, Teerã lançou uma série de ataques com drones e mísseis atingindo Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Omã, Catar e Kuwait.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou no domingo que está “profundamente preocupado com a grave escalada da violência” e pediu o fim de todos os ataques.

Em comunicado emitido por seu porta-voz, o líder da ONU apelou a todas as partes para que “exerçam a máxima contenção, evitem novas ações que possam agravar a situação e tomem medidas imediatas para reduzir a tensão”.

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Plataforma de petróleo offshore. Foto: Unsplash/Zach Theo/ONU

Consequências catastróficas

O secretário-geral reiterou que um retorno ao conflito em grande escala teria “consequências catastróficas para os povos da região” e de outras partes do mundo, bem como para a economia global.

O aumento dos combates e o fim do cessar-fogo negociado no mês passado fizeram com que o preço da energia subisse e paralisou novamente a navegação pelo estreito entre o Irã e Omã.

Na sexta-feira, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, declarou que afirmou que o efeito da guerra no Oriente Médio sobre as economias da América Latina e do Caribe ao longo de 2026 pode se prolongar, mesmo que as partes retornem à mesa de negociações.

Alta de até 25% no preço do petróleo

Um novo relatório da organização indica que o preço médio do petróleo este ano será entre 20% e 25% superior ao de 2025, com consequências que se estenderão das finanças públicas aos orçamentos familiares.

O conflito elevou o custo dos combustíveis, fertilizantes e transporte internacional, ao mesmo tempo que aumentou a incerteza financeira e reduziu a margem de manobra dos bancos centrais para continuarem a baixar as taxas de juro.

O secretário executivo da Cepal, José Manuel Salazar-Xirinachs, adicionou que as o conflito destaca, mais uma vez, “a magnitude da interdependência da economia global” e a velocidade com que as perturbações e os choques se propagam entre países e regiões. 

ONU News

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