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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 -

União de Maricá no Grupo Especial em 2027

A União de Maricá será a nova escola do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro em 2027. Leia em TVT News.

União de Maricá vence Série Ouro e sobe para elite do carnaval no Rio

A União de Maricá venceu a Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro e, pela primeira vez, subiu para a Grupo Especial das escolas de samba. 

O resultado foi anunciado nesta quinta-feira (19), depois da apuração das notas no Novotel RJ Porto Atlântico, no Santo Cristo, região central da cidade.

A União de Maricá fez 269,4 pontos e conquistou o título mesmo com a perda de dois décimos por passar dois minutos do tempo obrigatório. A vice-campeã foi a Império Serrano, com 269,1 pontos, seguida da Unidos de Padre Miguel (269), União da Ilha (268,8), Em Cima da Hora (268,7) e Estácio de Sá (268,7).

A União de Maricá levou para o Sambódromo da Marquês de Sapucaí o enredo Berenguendéns e balangandãs, que contou a história da joalheria produzida por pessoas negras no Brasil, com destaque para os balangandãs: adornos, enfeites e joias confeccionados e utilizados por mulheres negras nos períodos colonial e imperial.

Duas escolas foram rebaixadas para a Série Prata do Carnaval do Rio de Janeiro: a Inocentes de Belford Roxo e a Unidos do Jacarezinho, que fizeram 267 e 259,8 pontos respectivamente.

Samba-enredo da União de Maricá

A União de Maricá trouxe para a Sapucaí o enredo “Berenguendéns e Balangandãs”, que celebra a força, a beleza e a resistência das mulheres negras através da simbologia dos balangandãs, joias-amuletos repletas de significados, usadas como instrumentos de proteção, fé, identidade e também como estratégia de independência econômica.

A escola propôs uma leitura afrocentrada e afirmativa da história brasileira, destacando a sofisticação da joalheria negra e a sabedoria ancestral que transformou ornamentos em símbolos de liberdade e poder.

Confira a letra do samba-enredo da Maricá, vencedora da Série Ouro

Berenguendéns e Balangandãs

Nega da ladeira do Pelô
Tens o som de Salvador
E a magia que fulgura
Revolucionar é seu papel
E a arte do cinzel
Tu carregas na cintura
Junto ao tabuleiro nas manhãs
Há o sonho das irmãs que anseiam liberdade
Ecoa toda Nzinga de Matamba
A mandinga e a demanda
Realeza, identidade

Balanço que lembra meu adarrrum
Na armadura de Ogum, memória ancestral
Adorno que guardo no meu Ilê
Herança dos Malês
É forja do metal!

Santa luz da rebeldia que moldou o livramento
Somos joias da princesa, filhas do empoderamento
Penduricalho que te entrego de lembrança
Guarda a fé, o fogo e o talho
Resplandece a esperança

Eu peço aos meus Orixás
E entrego todo o axé
A nega pode e vai ter o que quiser

Tantas pretas consagradas
Meu espelho com orgulho
A quem renega a mulherada
Vá dormir com esse barulho

Balangandãs, berenguendéns
Canta Maricá, o que a baiana tem
Pertencimento que reluz no amuleto
Claro, tinha que ser preto!

Crédito do Matéria

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