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segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026 -

CUT sediará debate internacional sobre trabalho informal em São Paulo

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizará, nesta segunda-feira (2), em seu auditório na cidade de São Paulo, um encontro público de caráter internacional voltado à discussão sobre a organização de trabalhadores e trabalhadoras da economia informal e popular. O evento reunirá lideranças sindicais, representantes de redes globais e entidades de diversos setores para debater temas como poder coletivo, democracia, formalização do trabalho e justiça social.

O debate ocorre em um contexto mundial marcado pelo avanço da precarização das relações de trabalho, tentativas de desregulamentação de direitos e repressão a movimentos sindicais em diferentes países. Diante desse cenário, a proposta do encontro é fortalecer a organização de base e ampliar a articulação entre movimentos locais e redes internacionais, reconhecendo que a informalidade deixou de ser exceção e passou a representar uma realidade estrutural para milhões de trabalhadores.

A defesa de direitos para quem atua na informalidade é apresentada como parte essencial da luta mais ampla da classe trabalhadora por um modelo de desenvolvimento mais justo, inclusivo e sustentável. Entre os objetivos centrais do encontro estão o compartilhamento de experiências de organização intersetorial, o fortalecimento da democracia em ambientes de alta precarização laboral e a construção de políticas públicas voltadas ao trabalho decente.

Programação

A programação contará com abertura simbólica, saudações institucionais, painéis de debate e participação de representantes de entidades nacionais e internacionais ligadas à organização de trabalhadores informais, domésticos, catadores de materiais recicláveis, trabalhadores em domicílio e profissionais de plataformas digitais. O encerramento inclui apresentação cultural e confraternização entre os participantes.

Articulação internacional e redes globais

O evento integra uma agenda internacional que, desde 2021, vem sendo apoiada por iniciativas voltadas ao fortalecimento de redes de trabalhadores da economia informal em diversas partes do mundo. Essas articulações têm contribuído para ampliar a representatividade das categorias, promover congressos democráticos, consolidar estruturas de governança e monitorar impactos sociais em contextos de instabilidade política e econômica.

O Brasil como referência de organização

O Brasil será apresentado como exemplo de articulação intersetorial entre centrais sindicais, movimentos populares e organizações de trabalhadores de plataformas digitais. A construção de coletivos e frentes de debate tem ampliado a visibilidade da categoria, incentivado a transição para o emprego formal com direitos e estimulado a formulação de políticas públicas voltadas à proteção social.

Atuação da CUT e avanço institucional

Nos últimos anos, a CUT e entidades representativas de trabalhadores informais intensificaram a articulação política em defesa de garantias trabalhistas, previdenciárias e sociais. A criação de frentes parlamentares e colegiados de discussão sobre o tema tem sido apontada como avanço institucional relevante para milhões de brasileiros que atuam sem proteção legal adequada.

Essas iniciativas buscam promover o acesso à previdência, à saúde e a condições dignas de trabalho, além de incentivar a elaboração de projetos de lei e políticas públicas que reduzam a vulnerabilidade social e ampliem direitos. Para o movimento sindical, fortalecer a organização dos trabalhadores informais é passo essencial para a construção de uma economia mais equilibrada e socialmente justa.

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