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Sabesp explica plano para evitar esgoto lançado no Rio Tietê
Obras do plano emergencial devem durar 45 dias, nesse período o despejo de esgoto no rio Tietê pode retornar
A Sabesp apresentou um plano para conter o lançamento de esgoto sem tratamento no Rio Tietê, na região da zona norte da capital paulista. Na última segunda-feira (30), a TV Globo flagrou e denunciou o escoamento ilegal, mas governador Tarcísio de Freitas considerou “necessário” jogar esgoto sem tratamento no rio. Entenda na TVT News.
Plano da Sabesp para resolver provisoriamente o esgoto na zona norte de SP
A Sabesp propôs a instalação de tubulações suspensas de grande porte que farão a transferência do esgoto para o outro lado do rio, onde há um coletor operante. Essas instalações serão em dois pontos da Marginal Tietê, uma nas pontes da Casa Verde e outra nas ponte da Freguesia do Ó.
Outra ação emergencial será a construção de uma nova tubulação que irá direcionar o esgoto até a Estação de Tratamento de Barueri. Essa instalação deve ficar paralela entre a Rodovia dos Bandeirantes e o bairro Pirituba.
A previsão é que a obra dure 45 dias e o despejo no rio foi interrompido no sábado (29).
Entretanto, em entrevista à TV Globo, um diretor da Sabesp não descartou a possibilidade de retornar o despejo no rio caso seja necessário para garantir a segurança dos operários que trabalham nos reparos.
“A Cetesb foi informada de que a Sabesp faria uma intervenção na Marginal Tietê e que utilizaria a infraestrutura existente para transferir o esgoto durante a obra. O trabalho que está sendo feito lá, a 18 metros de profundidade, envolve trabalhadores dentro da tubulação e está relacionado à cratera, à estabilidade do terreno e também à possibilidade de o esgoto voltar para as casas das pessoas. O bombeamento emergencial existe para lidar com esses três pontos”, afirmou Roberval Tavares, diretor de engenharia da Sabesp, para a TV Globo.
O plano de contingência foi apresentado pela Sabesp nesta segunda-feira (30) após serem notificados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) na sexta-feira (27).
Segundo a empresa de tratamento, a ação estava sendo adotada para esvaziar uma tubulação na Marginal Tietê que está com o funcionamento rompido e apresentando riscos para o solo da região.
A reunião contou com a presença da secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura Logística, Natália Resende, além de técnicos da Cetesb e da própria Sabesp.
Entenda como o esgoto chegou no Rio Tietê
Há mais de um mês, uma tubulação de grande porte rompeu na Marginal Tietê há 18 metros de profundidade. O defeito já provocou o afundamento da pista em dois momentos, o que preocupa a situação do solo na região.
A estrutura conta com um tubo de mais de três metros de diâmetro e carrega o esgoto de bairros da zona norte da cidade de São Paulo até a estação de tratamento em Barueri. Os bairros conectados a essa tubulação são: Vila Maria, Santana, Mandaqui, Tremembé, Freguesia do Ó e Brasilândia.
Com o grave defeito da estrutura, o fluxo do escoamento do esgoto pela tubulação foi interrompido para evitar transbordamento.
A Sabesp decidiu bombear o esgoto sem nenhum tipo de tratamento até o Córrego Mandaqui, que deságua a poucos metros no Rio Tietê.
A TV Globo, responsável pela denúncia, entrevistou o engenheiro Amauri Pollachi, que trabalhou na Sabesp por 30 anos. De acordo com ele, a ação da Sabesp pode ser caracterizado como crime ambiental.
“É esgoto puro, que está sendo retirado da tubulação que rompeu. E é uma quantidade enorme: algo equivalente a 86 piscinas olímpicas por dia. Dá para ver claramente uma mancha entrando no rio. Isso pode ser caracterizado como crime ambiental”, alerta Pollachi.
Após a denúncia pela TV Globo, a Cetesb notificou a Sabesp para explicar o que estava acontecendo em 72. A empresa de saneamento informou que o despejo no rio foi interrompido no sábado (29).
Tarcísio considerou “necessário” jogar esgoto no rio Tietê
Apesar da medida da Sabesp poder configurar um crime ambiental, o governo do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, considerou a medida com um “efeito colateral horrível, mas necessário”.
Ele se pronunciou sobre o assunto durante um evento de entrega de moradias populares em Americana (SP). As afirmações de Tarcísio se alinham com a Sabesp, ao considerar a medida como importante para garantir a segurança dos trabalhadores que realizam os reparos na tubulação da Marginal Tietê.
Entretanto, não considerou outras alternativas para o escoamento do esgoto que não fosse despejar sem tratamento no rio Tietê. Veja:
“Foi uma manobra para garantir a segurança dos trabalhadores que precisavam acessar e fazer o reparo, senão poderíamos ter uma consequência dramática. É óbvio que é algo que precisa ser feito com a maior brevidade. É um efeito colateral horrível, mas que está se procurando resolver”, falou Tarcísio de Freitas sobre o esgoto no rio Tietê.


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