O ano de 2026 no Brasil vive um avanço importante na política tributária com as…

Manifesto Global dos Jovens Trabalhadores da ICM
LEVANTE OS PUNHOS PELO PLANETA!
Dia Internacional da Juventude
12 de agosto de 2024
Para celebrar o Dia Internacional da Juventude em 2024, a Juventude da ICM pede a todos as organizações afiliadas que tomem medidas para expressar as demandas dos/as jovens trabalhadores/as em suas políticas e campanhas.
Queremos um futuro “JUSTO” para todos/as, queremos construí-lo com o movimento sindical global, por meio de nossa solidariedade e ações coletivas.
Acreditamos que é inadiável a hora de lutar pelos DIREITOS DOS/AS TRABALHADORES/AS e pelo PLANETA.
Este é o nosso Manifesto para ecoar as vozes dos/as jovens trabalhadores/as da ICM.
A crise climática está em níveis alarmantes, com o mundo experimentando condições climáticas extremas e ondas de calor nos últimos anos. Os/as jovens trabalhadores/as estão profundamente preocupados/as com um futuro ameaçado pela destruição climática, já que governos e empregadores estão relutantes em cumprir suas promessas de reduzir as emissões de carbono, o que é vital para limitar os níveis de aquecimento global.
A Juventude da ICM reconhece que os sindicatos devem desempenhar um papel de liderança e cooperação na concepção e implementação de políticas em direção a um mundo de carbono zero, bem como durante o processo de transição que inevitavelmente mudará e transformará a maioria dos empregos atuais. Nesse sentido, as respostas para deter as mudanças climáticas devem garantir medidas de transição justas destinadas a salvaguardar os direitos e interesses dos trabalhadores durante o período de transição. Além disso, a juventude da ICM defende políticas inclusivas que garantam a igualdade de acesso e engajamento de mulheres e trabalhadores migrantes, que são duplamente afetados e sobrecarregados pelos impactos, no período de transição.
Além da conscientização e da defesa de políticas, outra área crítica para o engajamento dos jovens trabalhadores continua sendo o reconhecimento das habilidades existentes e a qualificação ou requalificação para atender às necessidades de transição e se preparar para o mundo emergente do trabalho.
Portanto, pedimos ações e políticas concretas de governos, formuladores/as de políticas e empregadores/as, em linha com a adoção de novos padrões para alcançar um futuro de carbono zero. Eles/as devem assumir a responsabilidade e consultar os sindicatos e a sociedade civil para:
• Construir uma estrutura política inclusiva para garantir a igualdade de oportunidades de emprego e equipar os/as trabalhadores/as com as ferramentas necessárias, através de programas de formação de competências, para uma inclusão justa na nova fase de empregos em transição justa.
• Dialogar com as demandas dos sindicatos para garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores sob calor extremo e condições climáticas extremas.
Por isso, apelamos aos sindicatos para:
• Atuar na formação dos/as trabalhadores/as para aumentar sua conscientização sobre a justiça climática e os impactos das mudanças climáticas em suas condições de trabalho e de vida.
• Desenvolver as aptidões dos/as jovens membros, oferecendo oportunidades de qualificação em construção verde, energias renováveis e silvicultura sustentável e garantir vínculos de emprego em seu diálogo com as partes interessadas.
• Somar-se à campanha da ICM “Aumentar os Direitos Trabalhistas, Não a Temperatura do Planeta”, que busca obter melhores empregos e condições para os/as trabalhadores/as no contexto da emergência climática.


Comments (0)