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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026 -

Fim da escala 6×1 não é oportunismo eleitoral, diz Erika Hilton

Presidente do CNI disse que fim da escala 6×1 pode afetar PIB e inflação, mas pesquisa do Ipea o contradiz

A deputada federal Erika Hilton rebateu as afirmações de que o fim da escala 6×1 é oportunimos eleitoral. A fala foi feita pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban. A parlamentar esclareceu que o debate em relação ao tema tem sido feito há mais de dois anos pelo movimento Vida Além do Trabalho e pelo próprio gabinete. Entenda na TVT News.

Em entrevista à Rádio BandNews FM, Alban opinou que a discussão do fim da escala 6×1 precisa estar atrelada a um debate sobre o aumento da produtividade do país.

Ele também defendeu que sejam criadas métricas para avaliar o impacto da medida no PIB na inflação e no emprego. Na sequência, afirmou que o governo Lula se aproveita da pauta para fazer campanha eleitoral.

Aos fatos sobre o fim da escala 6×1

No X (antigo Twitter), a deputada Erika Hilton rebateu. Segundo ela, as falas do presidente da CNI são as verdadeiras “oportunistas” com o intuito de queimar o governo federal por apoiar a pauta.

Segundo ela, o debate ganhou tração com o movimento Vida Além do Trabalho há dois anos com um vídeo postado por Rick Azevedo no TikTok e diversas manifestações. Vale destacar que, antes dele, movimentos sindicais de todo o país articulavam debates sobre a redução da carga de trabalho.

Confira o texto da deputada:

A TVT News também apurou que já há pesquisas dimensionando o impacto do fim da escala 6×1 na sociedade brasileira.

Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário-mínimo no Brasil. Essa redução da jornada de trabalho é atrelada ao fim da escala 6×1 na PEC que corre na Câmara dos Deputados.

Considerando os grandes setores, como indústria e comércio, nos quais estão mais de 13 milhões de trabalhadores, o impacto direto de uma redução da jornada para 40 horas seria inferior a 1% do custo operacional.

Os resultados indicam que a maioria dos setores produtivos apresenta capacidade de absorver aumentos nos custos do trabalho, ainda que alguns segmentos demandem atenção específica.

O estudo analisa a redução da jornada de trabalho como um aumento do custo da hora trabalhada, adotando uma abordagem distinta de parte da literatura acadêmica, que tende associar a redução da jornada a uma queda automática do PIB.

Mantida a remuneração nominal, a redução da jornada eleva o custo da hora de trabalho na mesma proporção do aumento do salário-hora, calculado pela divisão do salário semanal pelo número de horas trabalhadas na semana.

Mas os autores argumentam que não necessariamente o aumento do custo do trabalho implica redução da produção ou aumento de desemprego.

Segundo eles, o Brasil já enfrentou choques relevantes no custo do trabalho, como os associados a aumentos do salário-mínimo. Aumentos reais, que chegaram a 12% em 2001, 7,6% em 2012 e 5,6% em 2024, não causaram efeitos negativos sobre o nível de emprego.

A redução da jornada de trabalho prevista na Constituição de 1988 também não teve impacto negativo sobre o emprego.

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