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Lewandowski entrega carta de demissão e deve deixar Ministério da Justiça nesta sexta
Ministro oficializa saída em meio a impasses legislativos, desafios de segurança e reorganização do comando da pasta
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou na tarde desta quinta-feira (8) sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmando a iminente saída do comando da principal pasta responsável pela política de segurança e justiça do país. A exoneração deve ser formalizada com a publicação no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (9). Leia em TVT News.
A reunião em que Lewandowski entregou o pedido ocorreu no Palácio do Planalto, momentos antes de uma cerimônia oficial que marcou os três anos dos ataques aos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. O encontro foi reservado, e a decisão já vinha sendo articulada há semanas no entorno político do Executivo.
Lewandowski, de 77 anos, assumiu o Ministério da Justiça em fevereiro de 2024, após sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF), no qual atuou por quase duas décadas. Indicando a confiança do presidente Lula em seu perfil institucional e jurídico, a nomeação teve o objetivo de conferir experiência à gestão de uma pasta estratégica em um contexto de crescente inquietação social e desafios à segurança pública.
A demissão ocorre em um momento de tensão política e desafios institucionais para o governo Lula, a menos de um ano das eleições presidenciais de 2026. Em nota a aliados e a jornalistas, Lewandowski teria argumentado que sua decisão decorre tanto de motivos pessoais quanto de um desgaste natural acumulado ao longo dos meses no comando da Justiça e Segurança Pública, além de dificuldades em aprovar pautas consideradas estratégicas para a agenda do Executivo.
Entre os projetos que enfrentaram resistência está a PEC da Segurança Pública, proposta prioritária da equipe de Lewandowski destinada a ampliar o papel da União no combate ao crime organizado e estabelecer diretrizes mais robustas para a integração das forças de segurança. O texto enfrentou oposição de governadores e setores dentro da própria Polícia Federal, gerando impasses que frustraram parte das expectativas da equipe ministerial.
Nos bastidores, a possibilidade de divisão da pasta da Justiça e da Segurança Pública em duas unidades separadas — uma voltada à administração da Justiça e outra especificamente à segurança — também teria contribuído para a decisão de antecipar a saída do ministro, diante de divergências sobre prioridades de estruturação e gestão.
A situação já havia sido antecipada há alguns dias, quando Lewandowski comunicou a auxiliares e ao próprio Palácio do Planalto sua intenção de deixar o cargo até esta sexta-feira (9), gerando movimentos internos para buscar um nome que possa sucedê-lo sem descontinuidade das ações da pasta. O presidente Lula chegou a buscar alternativas para adiar a saída até que um substituto fosse anunciado, mas a decisão foi mantida.
O secretário-executivo do ministério, Manoel Almeida, é cotado para assumir interinamente o comando da pasta até a nomeação de um titular definitivo pelo governo federal. Ainda não há confirmação oficial sobre o nome escolhido para suceder Lewandowski, mas a indicação deverá ser objeto de intensa articulação política nas próximas horas.


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