A Lei nº 15.326/2026 reconhece oficialmente os professores da educação infantil como profissionais da carreira…

Após sequestro de Maduro, EUA anunciam pilhagem de petróleo
EUA anunciaram um plano para que autoridades interinas venezuelanas entreguem entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo
Em mais um desdobramento da operação militar norte-americana que sequestrou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, os EUA anunciaram um plano para que autoridades interinas venezuelanas entreguem entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo ao governo americano. Entenda na TVT News.
O anúncio, feito pelo presidente Donald Trump em rede social e confirmado por vários veículos internacionais, representa o jogo cada vez mais às claras das intenções de Washington de pilhar riquezas energéticas venezuelanas após o ataque à capital Caracas e a detenção de seu líder.
“Pilhagem” de petróleo pelos EUA
Trump afirmou que o petróleo será vendido nos EUA“a preço de mercado” e que ele próprio controlará os recursos decorrentes da venda, com a justificativa de que esses fundos servirão “em benefício dos povos da Venezuela e dos EUA”. O plano já está sendo posto em execução sob ordem do secretário de Energia americano, Chris Wright, e prevê o transporte do combustível por navios-tanque até terminais norte-americanos.
Oficiais norte-americanos também trabalham para manter um fluxo contínuo de petróleo venezuelano em direção aos EUA, e há reportes de que sanções impostas anteriormente contra a exportação de petróleo venezuelano estão sendo moderadas para viabilizar a operação, enquanto produção e vendas podem continuar indefinidamente sob supervisão dos EUA.
A escala da operação é significativa: 50 milhões de barris equivale a dezenas de dias de produção venezuelana antes da intervenção americana, segundo dados de mercado e projeções analisadas por agências internacionais.
Delcy Rodrigues e o governo interino
A transferência anunciada ocorre após a tomada de posse de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, em meio à ausência forçada de Maduro, detido nos Estados Unidos. Em pronunciamento recente, Rodríguez defendeu a legalidade de seu governo e negou que agentes externos governem o país, insistindo que a Venezuela ainda tem soberania sobre suas decisões internas, apesar da presença e pressão de forças estrangeiras.
Extorsão mediante sequestro
O pacote de medidas de Trump não representa apenas uma interferência econômica, mas uma modalidade de extorsão mediante sequestro, à medida que o controle das riquezas nacionais venezuelanas tem ligação direta com a detenção forçada de seu líder.
Na tipificação penal tradicional, o crime de extorsão mediante sequestro, inclusive no direito brasileiro e em muitos ordenamentos jurídicos, ocorre quando alguém usa a detenção de uma pessoa para obter vantagem ou vantagem patrimonial contra a sua vontade.
Embora o contexto seja geopolítico e internacional, a narrativa de que os EUA “tomaram” o petróleo como consequência direta de uma operação militar sem respaldo jurídico internacional ao líder do país cria a analogia possível.
Advogados especializados em direito internacional destacam que a captura de um chefe de Estado no exercício do cargo e a subsequente transferência de recursos naturais de sua nação para outro governo, sem um acordo multilateral ou consentimento genuíno dos representantes legítimos do Estado, pode configurar abuso de poder e apropriação indevida de patrimônio de um Estado soberano.
Embora não exista um equivalente uniforme de “sequestro para extorsão” no direito internacional público, a prática de condicionar riqueza nacional à presença física e subjugação de um líder eleito é alvo de severas críticas por violar princípios de soberania, autodeterminação, não-intervenção e integridade territorial consagrados, por exemplo, na Carta das Nações Unidas e em tratados internacionais de direitos humanos.
Reações internacionais
A iniciativa tem provocado reações críticas em vários governos e instituições. Organizações internacionais já haviam questionado a legalidade da operação militar que resultou na prisão de Maduro, alertando que ela viola a Carta da ONU, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial de um Estado sem autorização do Conselho de Segurança ou sem justificativa de legítima defesa reconhecida internacionalmente. Críticos ressaltam que a Venezuela não representava ameaça armada aos Estados Unidos nem havia resoluções autorizando intervenção militar.
Além disso, a transferência de petróleo e o controle dos recursos por Washington alimentam críticas de que a política externa americana está se tornando uma forma de neocolonialismo econômico, em que grandes potências exploram recursos naturais de Estados mais vulneráveis após intervir militarmente em seus assuntos internos.


Comments (0)