O ano de 2025 foi marcado por intensas mobilizações, desafios estruturais e conquistas fundamentais para…

Mais justiça fiscal, mais renda no bolso do trabalhador
O ano de 2026 no Brasil vive um avanço importante na política tributária com as novas regras do Imposto de Renda, já em vigor. A mudança representa uma virada de chave em favor de quem vive do trabalho, corrigindo uma injustiça histórica que fazia o assalariado pagar imposto mesmo com renda apertada.
A partir da nova regra, trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês estão totalmente isentos do Imposto de Renda sobre o salário. Isso significa imposto zero na folha e mais dinheiro líquido no fim do mês, ajudando a pagar contas, colocar comida na mesa e movimentar a economia local.
Essa medida não é casual. Ela expressa uma decisão política do Governo Lula de proteger o trabalhador e respeitar o princípio básico da justiça fiscal: quem ganha menos não pode pagar como se fosse rico.
Progressividade para evitar injustiça
Além da isenção total até R$ 5 mil, o governo também criou um modelo de descontos progressivos para quem ganha um pouco mais.
Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 mensais, o Imposto de Renda não volta de forma abrupta. Nessa faixa, o trabalhador tem descontos graduais no imposto devido, que diminuem conforme o salário aumenta. Isso evita o chamado “efeito degrau”, quando um pequeno reajuste salarial fazia o trabalhador perder muito mais em imposto.
Na prática:
Quanto mais próximo dos R$ 5 mil, maior o desconto no imposto.
À medida que a renda sobe, o desconto vai diminuindo gradualmente.
A partir de R$ 7.350, aplica-se a tabela progressiva normal do Imposto de Renda, como já previsto na legislação.
Esse modelo garante transição justa, sem penalizar quem recebe aumento ou horas extras, e preserva o poder de compra da classe trabalhadora.
Por que essa mudança é importante
Durante anos, a tabela do Imposto de Renda ficou congelada, fazendo com que trabalhadores fossem empurrados para a tributação mesmo sem ganho real. O resultado foi perda de renda, endividamento e injustiça social.
A nova política corrige esse erro ao:
- Aliviar a carga tributária sobre salários.
- Valorizar o trabalho, e não a especulação.
- Colocar mais dinheiro na economia real, fortalecendo comércio e serviços.
- Reafirmar que quem tem mais deve contribuir mais, e quem tem menos precisa ser protegido.
Compromisso com o Brasil real
Essa mudança deixa claro um compromisso do Governo Lula com o Brasil real, o Brasil de quem acorda cedo, trabalha, pega ônibus, sustenta família e faz a economia girar.
Não se trata de favor, mas de justiça.
Não é gasto, é redistribuição correta da carga tributária.
Para o SintraMog, essa é uma conquista que dialoga diretamente com a luta diária do sindicato em defesa dos trabalhadores. Há décadas o SintraMog atua para garantir salários dignos, justiça tributária e melhores condições de vida para todos os trabalhadores e trabalhadoras. A ampliação da isenção do Imposto de Renda representa menos imposto no contracheque e mais dignidade no dia a dia, um avanço concreto que reforça a importância da organização sindical na defesa dos direitos da classe trabalhadora.
Justiça fiscal é justiça social.
E ela começa respeitando quem vive do próprio trabalho.


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