Confira os números sorteados da Mega Sena 2.970. no concurso das Loterias Caixa com a…

compromisso na defesa da democracia
Leia íntegra da Reunião de Alto Nível “Democracia Sempre”, realizada no Chile, em 21 de julho
A Reunião de Alto Nível “Democracia Sempre” publica a a Declaração Conjunta dos países participantes. Lula, Boric, Pietro, Orsi e Sánchez reafirmam o compromisso de defender a democracia, o multilateralismo e trabalhar juntos para abordar as causas que minam as instituições democráticas. Leia a íntegra da declaração da reunião de Santiago com a TVT News.
Lula e outros líderes da esquerda convocam instituições em defesa da democracia
Após a Reunião de Alto Nível “Democracia Sempre”, realizada em Santiago, Chile, em 21 de julho de 2025, os Chefes de Estado e de Governo aqui reunidos reafirmam nosso compromisso de defender a democracia, o multilateralismo e trabalhar juntos para abordar as causas profundas e estruturais que minam nossas instituições democráticas, seus valores e legitimidade.
Temos plena consciência de que o mundo atravessa um período de profunda incerteza, em que os valores democráticos são constantemente desafiados. Diante disso, acreditamos ser um imperativo ético e político promover uma estratégia comum para enfrentar fenômenos globais como a crescente desigualdade, a desinformação e os desafios impostos pelas tecnologias digitais e pela inteligência artificial.
Este encontro foi uma oportunidade fundamental para dar continuidade ao primeiro encontro da iniciativa “Em Defesa da Democracia: Combater o Extremismo”, organizado no âmbito da 79ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, consolidando este espaço de reflexão e ação face aos desafios contemporâneos que as nossas democracias enfrentam.
Reconhecendo que esses desafios são multidimensionais, interligados e complexos, os Chefes de Estado e de Governo presentes em Santiago reiteram a necessidade de:
● Promover um multilateralismo renovado, mais eficaz, inclusivo e participativo, que respeite os princípios do direito internacional e a participação efetiva dos cidadãos na tomada de decisões.
● Promover uma reforma do sistema de governança internacional, em particular das Nações Unidas, para restaurar sua capacidade de ação e legitimidade diante dos grandes desafios globais. Isso implica caminhar em direção a uma representação mais justa e eficaz, superar os bloqueios decorrentes do uso do veto e estabelecer mecanismos reais de conformidade e responsabilização.
● Fortalecer a diplomacia democrática ativa, baseada na cooperação entre Estados que compartilham os valores da democracia, da justiça social, da soberania estatal e dos direitos humanos, como resposta à deterioração institucional e ao avanço de projetos autoritários, regressivos e excludentes.
● Projetar uma narrativa alternativa ao retrocesso democrático, com reformas focadas na equidade e na integridade informacional; em prol do respeito irrestrito à igualdade de gênero, contra o racismo e pela diversidade étnica; com ferramentas para fortalecer a segurança pública e cidadã e enfrentar o discurso de ódio, a desinformação e a intolerância.
● Assumir um firme compromisso com a razão. Podemos ter visões de mundo diferentes, mas os fatos não podem ser falsificados. Acreditamos que a boa política exige que ela resolva os problemas do nosso povo e que promovamos o diálogo de boa-fé, buscando sempre a melhor versão dos argumentos dos nossos interlocutores.
● Reafirmamos nosso firme compromisso com a paz, o respeito ao direito internacional e ao direito internacional humanitário. Apelamos urgentemente por um cessar-fogo em Gaza e exigimos acesso pleno, seguro e irrestrito de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, em conformidade com os princípios do direito humanitário e sob a coordenação das Nações Unidas.
Como membros desta nova iniciativa, destacamos a urgência de articular respostas conjuntas, inovadoras e concretas que fortaleçam a resiliência democrática globalmente. Os desafios atuais exigem liderança, ousadia e ação coordenada.

Durante a reunião em Santiago, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha e Uruguai trabalharam em propostas em torno de três temas centrais: defesa da democracia e multilateralismo, desinformação e tecnologias digitais, e extremismo e desigualdade, propondo linhas de ação concretas. Isso representa um avanço substancial em relação ao processo iniciado em 2024 e um passo firme em direção a uma cooperação eficaz.
Entre as iniciativas acordadas, destacamos:
● O compromisso de consolidar uma rede de países e da sociedade civil para promover mecanismos participativos que fomentem a aprendizagem mútua e a construção coletiva de uma democracia mais aberta, inclusiva e conectada às realidades dos cidadãos.
● Apoiar a criação de uma rede global de think tanks que gerem análises rigorosas, fomentem o debate baseado em dados e contribuam para a busca de propostas em defesa da democracia.
● Colaboração internacional para transparência algorítmica e de gestão de dados no ambiente digital e cooperação técnica para governança digital democrática.
● Fortalecimento da Iniciativa Global das Nações Unidas e da UNESCO para a Integridade de Dados sobre Mudanças Climáticas.
● Monitorar o Compromisso de Sevilha como um passo construtivo para fortalecer o financiamento para o desenvolvimento.
● Apoio à iniciativa de formação de uma coalizão para promover e facilitar o estabelecimento de uma tributação progressiva e justa, bem como fortalecer a cooperação tributária internacional com base nos princípios de transparência, equidade e soberania.
● A promoção de um Observatório Multilateral da Juventude contra o Extremismo, liderado pela Organização Ibero-Americana da Juventude (OIJ), para gerar dados, trocar boas práticas e desenhar políticas inclusivas a partir de uma perspectiva interseccional e participativa.
Também delineamos um roteiro para o próximo marco desta iniciativa: a realização da segunda reunião no âmbito da 80ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro. Este roteiro representa um passo concreto para a construção de uma agenda compartilhada, sustentada ao longo do tempo e articulada em defesa da democracia e contra o extremismo.
Esperamos que esse processo reúna mais países e partes interessadas comprometidas em lançar as bases para um espaço permanente para articular essa iniciativa global em defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social.

Sabemos que essa tarefa não cabe exclusivamente aos Estados. A participação ativa da academia, dos parlamentos, da sociedade civil, da mídia e do setor privado é essencial. Nesse sentido, valorizamos profundamente as iniciativas desenvolvidas pela sociedade civil e pelos think tanks nos últimos dias em Santiago, que contribuíram para a reflexão e o intercâmbio. Somente trabalhando juntos podemos revitalizar nossas democracias a partir de uma perspectiva coletiva.
Por fim, agradecemos o enorme esforço feito pelo Chile e seu governo, que sediaram esta reunião de alto nível e nos permitiram trabalhar juntos em questões tão relevantes para o mundo de hoje.


Comments (0)