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Ineep analisa 100 dias de guerra entre EUA e Irã e questiona: quem abastece o Brasil?

Instituto aponta como a guerra impulsionou os lucros do petróleo, mas também expôs a dependência brasileira de diesel e fertilizantes importados
O dia 8 de junho marcou 100 dias do início das agressões dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciadas em 28 de fevereiro de 2026 e no Boletim Ineep deste mês o instituto analisa, em seu editorial, os efeitos da guerra no mercado energético e político do Brasil. A reflexão parte da compreensão de que as interrupções no fluxo energético internacional geraram forte volatilidade nos mercados, elevando os preços do petróleo, gás natural e fertilizantes. Além disso, os efeitos sobre a economia mundial demonstram que os combustíveis fósseis continuam desempenhando papel central, mesmo em meio à transição energética. Saiba mais na TVT News.
No cenário nacional, os impactos são contraditórios. De um lado, os preços mais elevados ampliam as receitas de exportação e fortalecem a posição do país como importante fornecedor global de petróleo. De outro, a dependência da importação de derivados, especialmente diesel e fertilizantes, somada à privatização de ativos estratégicos como refinarias, Liquigás e BR Distribuidora, expõe vulnerabilidades que limitam a capacidade de resposta a choques externos.
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Segundo o Ineep, a rápida atuação do governo, com medidas emergenciais para conter os preços, como isenções tributárias, subvenções e ampliação da fiscalização, foi importante para evitar uma escalada inflacionária maior. No entanto, essas ações precisam ser acompanhadas por medidas estruturais que ampliem a capacidade produtiva nacional e recuperem elos estratégicos da cadeia energética, fortalecendo a atuação estatal “do poço ao posto”.
Veja também no Boletim:
A sessão de dados mostra que a produção de derivados da Petrobras atingiu 1,96 milhão de barris por dia (b/d) em abril de 2026, o maior volume registrado nos últimos 12 meses.
Leia o boletim completo aqui.


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